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Milonga @
segunda-feira, 19 de julho de 2010 @ 22:51
Em geral, era assim que eu me sentia após sentir o corpo dele pesar sobre o meu. Eu esperava que a morte viesse me buscar, que eu fosse possuída pela verdade dos meus pensamentos, que ela me escutasse pelo menos uma vez. Eu apertava os olhos e me sentia flutuar por um jardim lotado de espinhos, cada um deles ficava marcado em um pedaço do meu corpo, que de tão roxo já não se podia definir a verdadeira cor da pele. Então aquilo era morrer? E onde estavam os gritos? Onde se encontrava a luz? A luz não aparecia pra mim.. Eu havia me acostumado a viver no escuro. Milonga @ Pâmela Berty |
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